07 setembro 2011

Um violão e um amor


Sentada em frente a sua janela a pequena moça o esperava linda e ansiosa. Não demorava nada, e o belo e estonteante rapaz, logo aparecia bem no finalzinho de tarde, ao seu lado ele levava um violão. A pequena moça sempre o observava, o belo rapaz andava despreocupado e feliz, cantarolando uma canção que a moça não conhecia, não era uma canção da sua época. Todas as tardes ele se sentava na pracinha, que era localizada em frente à casa da moça, pegava o seu violão e começava a tocar. Sua voz era suave, tênue e fazia uma bela sintonia com o violão, era uma perfeição musical. Ao vê-lo tocar, os olhos da moça se enchiam de brilho, seus pensamentos pareciam vagar no lindo céu que se fazia naquela tarde e seu coração pulsava forte sempre que ela percebia que o olhar do belo rapaz vez por outra se direcionava para ela. Os dois se amavam, os dois sentiam vontade de se comunicar um com o outro, porém nenhum dos dois tinham coragem. No pensamento dele uma voz dizia “O que ela irá querer comigo, um pobre que a única coisa que sabe fazer é tocar um violão e mais nada?” e no pensamento dela uma voz também dizia “Ele é tão belo, não vai querer nada comigo, sou tão magra, vazia e apagada.” E assim os dias se passaram dessa mesma forma. Ele não falava, ela não falava e nada se aconteceu. Pois o erro dos dois foi deixar o pensamento falar no lugar do coração, devemos dá mais oportunidade ao nosso coração, nem tudo que pensamento fala é verdade, lembre-se que a felicidade bate na sua porta uma vez então não pense muito na hora de abri-la, pois talvez quando você enfim tomar a decisão de ir lá e abri-la já seja tarde demais.
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