03 setembro 2011

A última fresta de esperança



Dormia lindamente, seu rosto era suave e tênue, um belo anjo. No meio da madrugada ela acordou, meio que assustada e os seus olhos vagaram o vazio do teu quarto a procura de qualquer coisa, qualquer fresta de luz e de salvação. O silêncio era amedrontador e a cada tentativa inútil de voltar a dormir, mais o silêncio te incomodava.  A janela estava meio aberta, e uma leve brisa fria recobriu o seu corpo que encontrava-se descoberto, ela sentiu um arrepio de imediato. As horas passaram lentamente e tudo aquilo parecia ser interminável, era a ausência dele que a incomodava. Porque um grande vazio foi criado dentro dela, um vazio tão profundo que se alguém gritasse dentro dele através de sua alma, era capaz de ouvir o eco da sua voz. É isso que a distância lhe causou: um medo, uma ansiedade, uma inquietação, além da forte pulsação do teu coração depois de um belo sonho, que jamais se tornaria realidade. Não agora. Sem notícias dele, a cada dia que se passava e que se prolongava as suas esperanças faleciam e a cada noite também, ela se entristecia e vagava feito louca pelo escuro do teu quarto a procura da última fresta de esperança.
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