05 setembro 2011

Eternamente



Atencioso, ele passou boa parte do seu tempo a observá-la. Cada traço do seu rosto, a suavidade dos seus lábios, a intensidade que seu olhar lhe transmitia. Não demorou a tocá-la, queria sentir o seu beijo, queria senti-la cada vez mais perto. Afagou os seus cabelos e sussurrou no seu ouvido “moça, de onde vem tanta alegria? Peço-te que sempre guarde esse sorriso, lembre-se de que se tu o perdes eu perderei parte de mim, que se seu sorriso morrer eu também morrerei com ele.” Ela nada falou, sem pronunciar uma palavra, tocou-lhe os lábios, beijou a ponta do seu nariz e o olhando nos olhos disse “Toda essa alegria que transmito faz parte do bem que a sua companhia  me faz e se te perder, também perderei o meu sorriso, pois ele é teu. Então pra que nada em nós morra um dia, peço-te que permaneça por perto para que nada disso uma dia vire cinza em meio ao tempo, em meio as estradas e dificuldade que a vida nos empoe, peço que tenhamos coragem e sabedoria para poder passar por todas as dificuldades juntos, sempre juntos.”. Lágrimas se formaram nos olhos dele e sem pensar muito os dois se beijaram e aquele beijo foi a certeza de que nada daquilo um dia morreria, de que nem o tempo, a distância e circunstâncias que a vida lhe impuseram, seria capaz de destruir o que era verdadeiro e único, o amor.
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