17 setembro 2011

Crise de abstinência

Vens, me pega e me leva contigo, depois sem ter nem pra que somes? O que há de errado com você ou, sou eu? Ou talvez seja tudo em nós? Seus olhos me transmitem além do que se pode descrever, é como se eles falassem comigo mesmo sem você pronunciar uma palavra sequer. Puxa-me, me tens antes mesmo que eu prepare a minha armadilha contra os teus abraços e os teus laços que me enlaçam a ti toda vez que chegas perto. Nessa maldita ilusão eu sou levada, é a mesma ilusão passada que se faz no presente e que deseja me perseguir no futuro, oh não... no futuro não. És para mim como uma droga, sempre que me mantenho distante logo tenho uma crise de abstinência e me vejo novamente contigo, nos teus braços, enlaçada com mais força nessa maldita ilusão que é te amar. A verdade é que o teu afeto me afetou, mas eu irei me livrar dele, me desprender dessa droga que é te amar e te desejar a todo instante.
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